Quenia

Editorial

E por que o Quênia? Na verdade, procurávamos um país africano e o Quênia surgiu meio ao acaso — embora eu acredite que nada seja por acaso... O Quênia tem a cara da nossa coleção, que é baseada em tons terrosos, cores quentes e em estampas que imitam a pele dos animais.

Privilegiamos matérias-primas mais naturais, como o linho, e shapes confortáveis. E, para protagonizar a nova campanha, elegemos a atriz Camila Pitanga, que tem a essência da mulher brasileira e uma personalidade que transmite o que queremos com uma nova coleção: autenticidade, sustentabilidade e diversidade, conceitos tão em voga nos dias de hoje.

E quer saber outra sincronicidade? Estamos, de novo, juntos com a ONG AMPARA, em uma campanha para a proteção da onça-pintada. A nova parceria rendeu a coleção cápsula Linf Print by MOB, toda inspirada nas marcas desse felino. Ou seja, os animais vêm com tudo no nosso verão.

Com tantas histórias e novidades bacanas, esta edição da revista nos dá muito orgulho. Espero que ela consiga transmitir para você um pouco da emoção que sentimos no Quênia. Aproveite nossas dicas para já ir “embarcando”, mas sabendo que a experiência in loco atinge outro nível. Boa leitura!

Marcelo Dib, Diretor Criativo

Kenya, viagem pela África

Editorial

Cara leitora,
Desde 2006, a equipe da MOB viaja para destinos globais para fotografar as campanhas de inverno e verão. Quem nos acompanha, coleção após coleção, sabe que já passamos por Chicago, Dublin, Mônaco, Peru, Tailândia, Seychelles...

Mais de 25 destinos foram carimbados no "passaporte" da MOB, mas nenhum deles me impressionou tanto quanto o Quênia, palco de nossa mais recente campanha. Foram três dias de imersão naquela paisagem e cultura extraordinárias (no sentido literal da palavra) — o suficiente para me deixar em estado contemplativo diante de uma realidade que é tão diferente da nossa.

O Quênia é um lugar inacreditavelmente roots, muito autêntico, que mexe com qualquer um (com a nossa equipe inteira, pelo menos!), e ainda mais comigo, que sou daquelas pessoas curiosas, que gostam de conhecer lugares exóticos e descobrir outras maneiras de habitar neste mundo.

Ficamos hospedados no Olarro Lodge, em plena Reserva Maasai Mara, que é um santuário ecológico, onde os animais selvagens correm soltos. Imagine que estávamos na rota da famosa migração dos gnus!

Quênia
MOB Quênia
MOB Quênia

A emoção de uma África selvagem e tribal

Os cenários do novo O Rei Leão, da Disney, foram majoritariamente inspirados na natureza do Quênia. As generosas savanas, exuberantes florestas tropicais, praias de areia branca paradisíacas, imensos lagos e o infinito céu de variadas cores são exemplos de natureza em estado puro.

Conhecer Quênia é como entrar numa cena de filme. Localizado no leste africano e com um litoral de 500 quilômetros banhado pelo Oceano Índico, o país é um dos destinos mais cobiçados da África — o que faz do turismo um dos motores da sua economia.

Por isso, apesar do apelo selvagem e da desigualdade social, sua infraestrutura turística atinge nível triple A. Os lodges, os alojamentos no meio da selva, são, em geral, sofisticados e cheios de mordomia e as agências oferecem tours muito bem planejados, com conforto e atendimento de primeira.

Quênia
Quênia

Safári, o programa preferido

A intenção de dez entre dez pessoas que visitam o Quênia é, claro, experienciar um safári. É a grande especialidade do país! Leões, leopardos, elefantes, búfalos e rinocerontes, os chamados "Cinco Grandes da África", perambulam pelas onduladas savanas com pose de donos do pedaço.

Conectar-se ao cenário da vegetação da Quênia, ter a chance de observar de perto os animais no seu habitat natural e como eles se comportam e se relacionam entre si é algo do outro mundo.

No Quênia, os animais são tratados como reis. A caça esportiva foi banida nos anos 1970, e essa é apenas uma das muitas ações de preservação da natureza implementadas no país, conhecido como o melhor destino para se conhecer a vida selvagem da África. Desde 2017, estão proibidos fabricação, venda e uso de plásticos, o que inclui sacolas e embalagens descartáveis — então, opte por sacolas de tecido.

MOB Quênia
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Mais de 1,5 milhão de gnus migram do Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia, para as pastagens mais verdejantes da Reserva Nacional Maasai Mara, no Quênia. Os gnus são os protagonistas nessa trilha, mas cerca de 400 mil gazelas, 300 mil zebras e 12 mil elãs (espécie de antílope) aparecem como coadjuvantes.

No Quênia, os animais são “reis”. A caça esportiva foi banida nos anos 1970

Há vários outros spots de safári no Quênia e a emoção da comunhão com a vida selvagem é sempre indescritível.

Cenas comuns de um safári säo: a leoa aproximando-se lentamente; o elefante imenso de pele quase negra, entretido mastigando galhos de ärvores; o leopardo levando sua presa, a gazela, para o alto da ärvore; zebras e girafas e seus filhotes convivendo na savana e, de fundo, o rugido do rei da selva.

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Maasai Mara, a joia do Quênia

Com 1.500 quilômetros quadrados de área, ocupados por bosques de acácias e pastagens, o Parque Nacional Maasai Mara é considerado o melhor local de observação da vida selvagem no Quênia.

Abriga 95 espécies de mamíferos, anfíbios e répteis e mais de 400 espécies de aves — é um verdadeiro santuário ecológico. O lugar é tão especial que conta com fiscalização redobrada. A própria comunidade ajuda a resguardá-lo.

Um bom exemplo é o que acontece no Olarro Conser- vancy, uma área arrendada ao povo Maasai pelo Olarro Lodge, localizado dentro da reserva. Ali, funciona um sistema particular de vigilância, mantido pelo hotel, que emprega 50 homens da etnia Maasai para patrulhar o parque e protegê-lo tanto de caçadores, como de conflitos com moradores do entorno ou entre os próprios animais.

Uma das grandes atrações nesse oásis é a migração dos mamíferos gnus. "É uma das sete novas maravilhas do mundo", revela Sushil Chahuan, fotógrafo e membro da equipe do Olarro Lodge, além de guia nos safáris. O espetáculo, classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, acontece anualmente, no período de julho a outubro.

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Cada viajante que participa de um safári africano tem suas histórias pessoais, de sustos e encantamentos, para contar. É uma experiência que promove um reencontro com o imaginário da infância: um mundo habitado por feras imensas e palco de aventuras.

MOB Quênia
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Mama África

A maioria das pessoas de outros continentes sabe pouco sobre a África e é comum que a tratem como se fosse um único país, com uma população homogênea cercada de animais por todos os lados. Mas, a verdade é que a África é feita de uma imensa diversidade de países, etnias e culturas e tem uma importância histórica enorme: figura, simplesmente, como o berço da humanidade. Algo em torno 1 bilhão de pessoas vive, hoje, nesse continente, onde se falam mais de 400 línguas e centenas de dialetos.

A costa leste, onde fica o Quênia foi dominada pelos árabes — e sua influência ainda está presente por lá. No século 15, os europeus estabeleceram colônias no continente, fizeram grande parte da populaqäo de escrava e, após a Segunda Grande Guerra, formularam divisões geopolíticas, ignorando a existência e a localizaqäo das centenas de núcleos tribais e etnias diferentes entre si, o que contribuiu para os conflitos.

O Quénia foi colonizado pela Grã-Bretanha até 1963. Por isso, o idioma oficial é o inglês, mas ele convive com outras línguas nativas, sendo a mais falada o kiswahili, com influência árabe, e de onde vem a palavra safári, que significa jornada ou viagem.

O país possui muitos grupos étnicos, com diferenças culturais, linguísticas e até de biotipo: Maasai, Luhya, Luo, Kalenjin, Kikuyu, entre outros. Essa diversidade é outro chamariz para os turistas curiosos, que gostam de descobrir costumes e modos de vida ancestrais. O idioma oficial é o inglês, mas há dezenas de outras línguas nativas

Quênia

Roupas, sempre ágeis e em cores neutras (cáqui, bege e verde-oliva são menos perceptíveis pelos animais). Para as aventuras, opte por calças e mangas compridas e pode aplicar repelente por cima.

O preço desses passeios varia conforme a modalidade (balão, a pé, em veículo), além de fatores como: acampamentos, que pode ser mais ou menos luxuoso; o tipo de refeição, a taxa de conservação em algumas reservas ou áreas de preservação. Em média, uma saída do hotel para o safári de carro custa a partir de US$ 47.

Clima

Embora a linha do Equador passe por lá, o clima do Quênia não é muito quente devido à altitude. A temperatura, em média, varia de 12°C a 27°C . Costuma esfriar bastante durante à noite, portanto, vale a pena ter um casaco sempre à mão. No Rift Valley, região central, onde fica a famosa Reserva Maasai Mara e a Olarro Conservancy, a temperatura oscila entre 16ºC e 29°C.

Religião

A liberdade religiosa é garantida pela Constituição. Os cristãos englobam de 40% a 50% da população. O restante pratica religiões tradicionais africanas ou islamismo, resquício da permanência árabe em tempos remotos.

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Antes de partir

Visto

Pode-se obter o visto ao chegar no país, mas é recomendável garantir o documento antes de embarcar, pelo site http://evisa.go.ke. O custo é de US$ 51 e fica pronto em cinco dias.

Vacinas e profilaxia

O Quênia exige vacinação contra a febre amarela. O site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa oferece todas as informações para se obter o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, tanto as exigências de cada país de destino como onde realizar a vacinação e como emitir o documento.

A Anvisa alerta também sobre o risco de malária no Quênia, nesse caso, não há vacina, mas cuidados preventivos, como o uso de repelente e dormir protegido por cortinado.

Custos

A diária dos hotéis no Quênia, seja em Nairóbi ou nas proximidades de reservas, vai de R$ 600,00 a R$ 4.000,00. Em geral, é mais vantajoso contratar pacotes diretamente com uma agência, com os safáris incluídos no total ou cobrados à parte.

Na mala

Entre os itens de cuidados pessoais, não esqueça de: repelente, protetor solar e labial e hidratante. Nos acessórios, é indispensável chapéu. Tênis e bota devem ser confortáveis, também é bom ter papete e sapato para a noite.

MOB Quênia
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Quênia

AFRICAN HERITAGE MUSEUM criado nos anos 1970, é considerado a primeira galeria de arte pan-africana do continente.

NAIROBI NATIONAL PARK primeiro parque nacional do país, inaugurado em 1946, fica a 7 quilömetros na direqäo sul do centro de Nairóbi. É uma ótima opqäo para se ter o primeiro contato com a Vida selvagem no Quênia.

GIRAFFE CENTER localizado em Langata, é um lugar dedicado à proteção das girafas e que oferece a oportunidade aos visitantes de terem contato próximo com esse animal tão fascinante. ELEPHANT ORPHANAGE como diz o nome, é um orfanato para elefantes, ou seja, um centro que resgata e cuida de bebês elefantes órfãos. A visitação é um encanto.

Nairóbi oferece uma diversidade de programas, desde museus a compras e contato com os animais.

Compras e passeios

KAREN BLIXEN MUSEUM funciona na casa que pertenceu ä baronesa dinamarquesa Karen Blixen, autora do livro Out of Africa, que inspirou o filme Entre Dois Amores, com Robert Redford e Meryl Streep. O lugar é muito bonito e fica num dos melhores bairros de Nairóbi a 10 quilômetros de distância do centro.

UTAMADUNI CRAFT CENTRE é um dos melhores mercados de artesanato de Nairóbi, localizado no belo subúrbio de Langata.

MERCADO MAASAI também é outra opção para adquirir o artesanato local. Ele acontece de terça a domingo, cada dia num ponto diferente da cidade. As terças, é realizado ao longo do Rio Nairóbi, na rua Kijabe, e no Prestige Plaza, ao longo da Rua Ngong. As quartas, funciona no Capital Center. Jä no fim de semana, säbado e domingo, o mercado abre no estacionamento do Tribunal Superior, no centro da cidade.

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